Vale a pena consertar ou trocar?
O aparelho parou, o orçamento do reparo chegou e agora a dúvida é uma só: conserta ou compra outro? Coloque os números abaixo e veja a conta aberta — inclusive nos casos em que a resposta é consertar.
Um aviso antes de você começar: a Almeida vende ar-condicionado. Uma ferramenta nossa que sempre respondesse “troque” não serviria para nada, então os pesos estão todos à mostra na memória de cálculo, e reparo barato em aparelho com vida pela frente é conserto — sem discussão.
Recomendação
Provavelmente vale trocar
O reparo custa caro perto do que ele devolve em tempo de uso. Ainda assim, se o dinheiro do aparelho novo não está disponível agora, consertar e usar mais um ou dois verões é uma decisão legítima — só não é a mais barata no total.
- Cada ano de uso consertando
- R$ 343
- Cada ano de uso com aparelho novo
- R$ 0
O valor do aparelho novo já está descontado de R$ 780 por ano de energia que o inverter deixa de gastar.
A palavra final depende de ver o aparelho. Esta conta trabalha com o que você digitou; o técnico trabalha com o que está na parede.
Como chegamos nessa resposta
O orçamento de R$ 1.200 é 46% do preço de um aparelho novo equivalente (R$ 2.600).
Com 8 ano(s) de uso, sobram cerca de 5 ano(s) dos 10 a 15 que um split bem mantido costuma entregar.
É a peça mais cara do aparelho. Em equipamento novo e na garantia, conserta. Em aparelho velho, o custo encosta no de um aparelho novo e o resto do sistema tem a mesma idade.
Trocar esse convencional por um inverter de mesma capacidade economizaria cerca de R$ 780 por ano com 8h de uso por dia — o aparelho novo se pagaria em energia em cerca de 3,3 ano(s).
Pontuação negativa puxa para consertar, positiva para trocar. Entre −1,5 e +1,5 a resposta é “depende”: empate não vira venda. O reparo neste caso compra cerca de 3,5 ano(s) de uso — menos que a vida restante quando o defeito mexe no sistema selado, porque aparelho aberto raramente volta ao que era.
Os pesos são nossos, vindos de atender esse tipo de chamado, e não uma norma técnica. Eles não conhecem o estado da sua serpentina, o histórico de manutenção nem se a peça do seu modelo ainda existe no fornecedor.

A regra de bolso, e onde ela falha
A regra que circula no mercado é simples: se o reparo passa da metade do preço de um aparelho novo, troque. Ela acerta com frequência, mas ignora justamente o que decide os casos difíceis — a idade do aparelho. Um reparo de 40% num equipamento de dois anos é excelente negócio; o mesmo reparo, no mesmo aparelho, com doze anos de uso, é dinheiro colocado em algo que vai apresentar o próximo defeito em seguida.
Por isso a conta aqui não para na porcentagem. Ela divide o valor do reparo pelos anos de uso que ele realmente devolve e compara com o que um aparelho novo custaria por ano. É a mesma pergunta que se faz com carro velho: não é “quanto custa o conserto”, é “quanto custa cada ano que esse conserto me dá”.
Quanto tempo dura um split
De 10 a 15 anos, com limpeza periódica e o gás no nível certo. Aparelho que nunca viu manutenção raramente chega aos dez; aparelho revisado a cada seis meses passa dos quinze sem drama. Se o seu está na faixa dos oito a dez anos, a decisão fica na fronteira — e é exatamente aí que a ferramenta tende a responder “depende”, porque depende mesmo.

Nem todo defeito pesa igual
Existe uma diferença de natureza entre os defeitos, não só de preço. Dreno entupido, capacitor queimado e sensor com defeito são peças periféricas: troca a peça, o aparelho volta inteiro e o sistema selado nunca foi aberto. Esses casos quase sempre terminam em conserto, mesmo em aparelho com idade.
Compressor e vazamento de gás são outra história. São reparos no circuito fechado do refrigerante, custam caro e mexem na parte do aparelho que envelheceu junto com o resto. Recarga de gás sem localizar o vazamento, aliás, não é conserto — é adiamento: o gás vai embora de novo, e você paga a recarga duas ou três vezes antes de alguém encontrar o furo. Placa eletrônica fica no meio do caminho, com um agravante próprio: em modelo antigo, às vezes a peça simplesmente não existe mais.
Quando a conta de luz entra na decisão
Se o aparelho com defeito é um convencional antigo e fica muitas horas ligado, a diferença de consumo para um inverter novo é parte da conta e não pode ficar de fora. Em uso intenso, essa economia paga uma fatia relevante do aparelho em poucos anos. Em uso esporádico, ela demora tanto que praticamente não pesa. Se o seu já é inverter, esse fator vale zero: um inverter novo consumiria quase o mesmo.

A palavra final depende de ver o aparelho
Esta página trabalha com o que você digitou. O técnico trabalha com o que está na parede: serpentina enferrujada, gabinete trincado, instalação elétrica improvisada, histórico de reparos repetidos. São coisas que mudam a resposta e que nenhum formulário captura. Use o resultado para chegar na conversa com uma pergunta melhor, não para fechar a decisão sozinho.
E vale a recomendação chata: antes de aprovar qualquer orçamento alto, peça para o técnico mostrar o que apontou o defeito. Compressor é a peça mais confundida do aparelho — o que parece compressor queimado com frequência é capacitor, relé de partida ou falta de gás, e a diferença de preço entre um diagnóstico e outro é de dez vezes.
Perguntas frequentes
A ferramenta sempre vai recomendar comprar um aparelho novo, já que a empresa vende?
Não. Existe um critério que manda consertar e ignora o resto da pontuação sempre que o reparo é barato em relação a um aparelho novo e ainda sobra vida útil pela frente — nesse caso a resposta é sempre consertar.
Reparo de compressor sempre significa trocar o aparelho?
Não sempre, mas pesa muito contra o conserto em aparelho mais antigo: é um reparo caro, no circuito fechado do refrigerante, numa peça que já envelheceu junto com o resto do equipamento.
A ferramenta considera a economia de energia de trocar por um inverter?
Sim, quando o aparelho com defeito é um convencional antigo de uso intenso. Se o seu já é inverter, esse fator vale zero, porque um inverter novo consumiria quase o mesmo.
Preciso saber a idade exata do aparelho?
Não precisa ser exata. Uma estimativa razoável já é suficiente para o cálculo, já que o que importa é a faixa de vida útil restante, não o mês exato da compra.
E se eu ainda não tenho o valor do orçamento do reparo?
Peça um orçamento com um técnico primeiro. Sem esse número a conta não tem o que comparar — é justamente o orçamento que entra na balança contra o preço de um aparelho novo.
